terça-feira, 5 de junho de 2007

DE INSTRUMENTO PARA MEDIR O MUNDO A INSTRUMENTO PARA PENSAR AS MEDIDAS DO MUNDO

DE INSTRUMENTO PARA MEDIR O MUNDO A INSTRUMENTO PARA PENSAR AS MEDIDAS DO MUNDO

O voltímetro Tesla em exposição chegou ao Brasil no final da década de 1960, juntamente com outros equipamentos eletro-eletrônicos, vindos do Leste Europeu como fruto de acordos comerciais entre o Brasil e os países do Bloco Comunista. Eram utilizados como moeda em transações comerciais envolvendo gêneros alimentícios, produtos agrícolas etc.

Distribuídos pelo MEC, esses equipamentos, que algumas vezes chegavam a nós defasados tecnologicamente, foram utilizados para criar e equipar diversos laboratórios de escolas no Brasil. Na Escola Técnica Federal de Minas Gerais (antigo nome do CEFET-MG entre os anos de 1959-1978), tais equipamentos, entre eles o voltímetro Tesla, foram a base material para o surgimento do curso técnico de eletrônica, em 1969.

Nos laboratórios desse curso, o voltímetro Tesla serviu de instrumento para a formação de muitas gerações de técnicos na área de eletro-eletrônicos, tendo permanecido em uso por cerca de 30 anos. Podemos dizer que, desde que chegou aqui e apesar da defasagem tecnológica apontada por diferentes sujeitos que lidaram com o voltímetro, esse aparelho ganhou uma nova vida em Belo Horizonte, tendo sido apropriado para diferentes usos e finalidades.

O voltímetro Tesla (na verdade, um multímetro), quando criado na Europa, era originariamente um objeto técnico, pensado para uso em aplicações eletrônicas na área industrial. Foi transformado em moeda, em objeto comercial, ao ser usado para equilibrar as contas entre o Bloco Comunista do Leste Europeu e o Brasil. Aqui chegando, sofreu nova transformação, que ampliou a idéia original de sua aplicação. Seu uso superou a aplicação eletrônica direta: de objeto técnico, passou a ser um objeto escolar no curso técnico de eletrônica, através do qual pessoas poderiam fazer mediçôes, como seria utilizado na indústria; mas também aprender sobre como o aparelho funcionava para realizar essas medidas, sobre o que elas representavam, sobre o que estava sendo medido.

O uso pedagógico do Voltímetro Tesla nos permite explicitar e compreender como certos objetos, pensados para um uso específico – no caso, um objeto técnico – podem ser transformados, pela incorporação ao ambiente escolar, indo além de suas atribuições originais. De instrumentos para medir o mundo, tornam-se instrumentos para pensar as medidas do mundo. Um voltímetro, feito para medir tensões elétricas, torna-se ferramenta que leva ao raciocínio: o que é tensão elétrica? Como se mede esta tensão? O que isto representa? Qual a tecnologia que permite tal leitura? Como isto interage sobre nossa compreensão dos circuitos elétricos e eletrônicos?

Hoje, quando o Voltímetro Tesla parece não ter mais função, quer como objeto técnico, quer como objeto escolar, uma nova transformação está sendo produzida: ele se torna um objeto de exposição, a nos fazer pensar sobre sua materialidade, sobre sua história, sobre seus diferentes usos ao longo desses anos.

E além disso, convida-nos a pensar sobre a materialidade que ao mesmo tempo produz e é produzida pela escola, sobre a história do ensino técnico e do CEFET/MG, sobre o tempo e as mudanças na tecnologia; mas também sobre as permanências e as memórias que carregamos conosco.

Voltímetro Tesla: assim como um multímetro pode ter várias aplicações, este “Objeto do Mês” transformou-se, multifacetado. Hoje, você está sendo convidado a tranformá-lo novamente, ao construir a sua relação com ele. Que novidades poderão brotar desse encontro?

VISITE A EXPOSIÇÃO

“OBJETO DO MÊS – O VOLTÍMETRO TESLA”

HALL DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO DO CAMPUS I - CEFETMG

terça-feira, 29 de maio de 2007

PLANEJAMENTO DA VISITA TÉCNICA ORIENTADA (VTO) - Introdução à Engenharia Elétrica

Passos de Planejamento

1 - Constituir os grupos de VTO.
2 - Conhecer os objetivos e a proposta da atividade - definir a coordenação do grupo.
3 - Planejar a entrevista com engenheiros da empresa visitada: escrever o roteiro da entrevista.
4 -Definir a empresa a ser visitada e a pertinência da visita.
5 - Agendar a visita: data, horário e local.
6 - Realizar a visita - fazer a entrevista com engenheiros da empresa - registrar dados que considerarem importantes.
7 - Redigir o relatório da VTO.
8 - Apresentar os resultados em seminário (20 minutos para cada grupo).

sexta-feira, 25 de maio de 2007

AULA DE MESTRE, ou A BANANADA DA VOVÓ, OU A FUNÇÃO DO ENGENHEIRO

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Weber Figueiredo, deu uma última aula para seus ex-alunos, em 13 de agosto de 2002. Diante de uma platéia de formandos, acompanhados de seus pais, o professor paraninfo da turma discursou sobre o Brasil. Leia o que disse o Prof. Weber Figueiredo:

"Ilustríssimos colegas da Mesa, Senhor Presidente, meus queridos alunos, Senhoras e Senhores, Para mim é um privilégio ter sido escolhido paraninfo desta turma. Esta é como se fora a última aula do curso. O último encontro, que já deixa saudades. Um momento festivo, mas também de reflexão. Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de direito, talvez eu falasse a importância do advogado que defende a justiça e não apenas o réu. Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de medicina, talvez eu falasse da importância do médico que coloca o amor ao próximo acima dos seus lucros profissionais. Mas, como sou paraninfo de uma turma de engenheiros, vou falar da importância do engenheiro para o desenvolvimento do Brasil.
Para começar, vamos falar de bananas e do doce de banana, que eu vou chamar de bananada especial, inventada (ou projetada) pela nossa vovozinha lá em casa, depois que várias receitas prontas não deram certo.
É isso mesmo. Para entendermos a importância do engenheiro vamos falar de bananas, bananadas e vovó. A banana é um recurso natural, que não sofreu nenhuma transformação.
A bananada é = a banana +outros ingredientes + a energia térmica fornecida pelo fogão + o trabalho da vovó... e + o conhecimento, ou tecnologia da vovó. A bananada é um produto pronto, que eu vou chamar de riqueza.
E a vovó? Bem, a vovó é a dona do conhecimento, uma espécie de engenheira da culinária. Agora, vamos supor que a banana e a bananada sejam vendidas. Um quilo de banana custa um real. Já um quilo da bananada custa cinco reais. Por que essa diferença de preços? Porque quando nós colhemos um cacho de bananas na bananeira, criamos apenas um emprego: o de colhedor de bananas. Agora, quando a vovó, ou a indústria, faz a bananada, ela cria empregos na indústria do açúcar, da cana-de-açúcar, do gás de cozinha, na indústria de fogões, de panelas, de colheres e até na de embalagens, porque tudo isto é necessário para se fabricar a bananada. Resumindo, 1kg de bananada é mais caro do que 1kg de banana porque a bananada é igual banana mais tecnologia agregada, e a sua fabricação criou mais empregos do que simplesmente colher o cacho de bananas da bananeira. Agora vamos falar de outro exemplo que acontece no dia-a-dia no comércio mundial de mercadorias.
Em média: 1kg de soja custa US$ 0,10 (dez centavos de dólar), 1kg de automóvel custa US$ 10, isto é, 100 vezes mais, 1kg de aparelho eletrônico custa US$ 100, 1kg de avião custa US$ 1.000 (10 mil quilos de soja) e 1kg de satélite custa US$ 50.000. Vejam, quanto mais tecnologia agregada tem um produto, maior é o seu preço, mais empregos foram gerados na sua fabricação. Os países ricos sabem disso muito bem. Eles investem na pesquisa científica e tecnológica. Por exemplo: eles nos vendem uma placa de computador que pesa 100g por US$ 250. Para pagarmos esta plaquinha eletrônica, o Brasil precisa exportar 20 toneladas de minério de ferro. A fabricação de placas de computador criou milhares de bons empregos lá no estrangeiro, enquanto que a extração do minério de ferro, cria pouquíssimos e péssimos empregos aqui no Brasil. O Japão é pobre em recursos naturais, mas é um país rico. O Brasil é rico em energia e recursos naturais, mas é um país pobre.
Os países ricos, são ricos materialmente porque eles produzem riquezas. Riqueza vem de rico. Pobreza vem de pobre. País pobre é aquele que não consegue produzir riquezas para o seu povo. Se conseguisse, não seria pobre, seria país rico.
Gostaria de deixar bem claras três coisas:
1º) quando me refiro à palavra riqueza, não estou me referindo a jóias nem a supérfluos. Estou me referindo àqueles bens necessários para que o ser humano viva com um mínimo de dignidade e conforto;
2º) não estou defendendo o consumismo materialista como uma forma de vida, muito pelo contrário;
3º) e acho abominável aqueles que colocam os valores das riquezas materiais acima dos valores da riqueza interior do ser humano.
Existem nações que são ricas, mas que agem de forma extremamente pobre e desumana em relação a outros povos. Creio que agora posso falar do ponto principal. Para que o nosso Brasil torne-se um País rico, com o seu povo vivendo com dignidade, temos que produzir mais riquezas. Para tal, precisamos de conhecimento, ou tecnologia já que temos abundância de recursos naturais e energia. E quem desenvolve tecnologias são os cientistas e os engenheiros, como estes jovens que estão se formando hoje. Infelizmente, o Brasil é muito dependente da tecnologia externa. Quando fabricamos bens com alta tecnologia, fazemos apenas a parte final da produção.
Por exemplo: o Brasil produz 5 milhões de televisores por ano e nenhum brasileiro projeta televisor. O miolo da TV, do telefone celular e de todos os aparelhos eletrônicos, é todo importado. Somos meros montadores de kits eletrônicos. Casos semelhantes também acontecem na indústria mecânica, de remédios e, incrível, até na de alimentos. O Brasil entra com a mão-de-obra barata e os recursos naturais. Os projetos, a tecnologia, o chamado pulo do gato, ficam no estrangeiro, com os verdadeiros donos do negócio. Resta ao Brasil lidar com as chamadas caixas pretas. É importante compreendermos que os donos dos projetos tecnológicos são os donos das decisões econômicas, são os donos do dinheiro, são os donos das riquezas do mundo. Assim como as águas dos rios correm para o mar, as riquezas do mundo correm em direção aos países detentores das tecnologias avançadas.
A dependência científica e tecnológica acarretou para nós brasileiros a dependência econômica, política e cultural. Não podemos admitir a continuação da situação esdrúxula, onde 70% do PIB brasileiro é controlado por não residentes. Ninguém pode progredir entregando o seu talão de cheques e a chave de sua casa para o vizinho fazer o que bem entender. Eu tenho a convicção que desenvolvimento científico e tecnológico aqui
no Brasil garantirá aos brasileiros a soberania das decisões econômicas, políticas e culturais. Garantirá trocas mais justas no comércio exterior. Garantirá a criação de mais e melhores empregos. E, se toda a produção de riquezas for bem distribuída, teremos a erradicação dos graves problemas sociais. O curso de engenharia da UERJ, com todas as suas possíveis deficiências, visa a formar engenheiros capazes de desenvolver tecnologias.
É o chamado engenheiro de concepção, ou engenheiro de projetos. Infelizmente, o mercado nacionalizado nem sempre aproveita todo este potencial científico dos nossos engenheiros. Nós, professores, não podemos nos curvar às deformações do mercado. Temos que continuar formando engenheiros com conhecimentos iguais aos melhores do mundo. Eu posso garantir a todos os presentes, principalmente aos pais, que qualquer um destes formandos é tão ou mais inteligente do que qualquer engenheiro americano, japonês ou alemão. Os meus trinta anos de magistério, lecionando desde o antigo ginásio até a universidade, me dá autoridade para afirmar que o brasileiro não é inferior a ninguém, pelo contrário, dizem até que somos muito mais criativos do que os habitantes do chamado primeiro mundo. O que me revolta, como professor cidadão, é ver que as decisões políticas tomadas por pessoas despreparadas ou corruptas, são responsáveis pela queima e destruição de inteligências brasileiras que poderiam, com o conhecimento apropriado, transformar o nosso Brasil num país florescente, próspero e socialmente justo. Acredito que o mundo ideal seja aquele totalmente globalizado, mas uma globalização que inclua a democratização das decisões e a distribuição justa do trabalho e das riquezas.
Infelizmente, isto ainda está longe de acontecer, até por limitações físicas da própria natureza. Assim, quem pensa que a solução para os nossos problemas virá lá de fora, está muito enganado. O dia que um presidente da República, em vez de ficar passeando como um dândi pelos palácios do primeiro mundo, resolver liderar um
autêntico projeto de desenvolvimento nacional, certamente o Brasil vai precisar, em todas as áreas, de pessoas bem preparadas. Só assim seremos capazes de caminhar com autonomia e tomar decisões que beneficiem verdadeiramente a sociedade brasileira. Será a construção de um Brasil realmente moderno, mais justo, inserido
de forma soberana na economia mundial e não como um reles fornecedor de recursos naturais e mão-de-obra aviltada. Quando isto ocorrer, e eu espero que seja em breve, o nosso País poderá aproveitar de forma muito mais eficaz a inteligência e o preparo intelectual dos brasileiros e, em particular, de todos vocês, meus queridos alunos, porque vocês já foram testados e aprovados. Finalmente, gostaria de parabenizar a todos os pais pela contribuição positiva que deram à nossa sociedade possibilitando a formação dos seus filhos no curso de engenharia da UERJ. A alegria dos senhores também é a nossa alegria.
Muito Obrigado."

terça-feira, 22 de maio de 2007

INTRODUÇÃO À ENGENHARIA ELÉTRICA: PRIMEIRAS IDÉIAS



Formação dos grupos e primeiras idéias de trabalho.


Os grupos de projeto dos alunos da disciplina Introdução à Engenharia Elétrica (1º semestre de 2007) começam a se organizar. Eis aqui uma lista de primeiras idéias e os respectivos grupos:

1 - Gato Magnético : Mariane, Juliana Campos, Pedro Augusto;
2 - Motor de corrente contínua: Alfredo, Caroline, Juliana Caroline, Thalles;
3 - Carro fotovoltaico: Catarine, Mônica, Fernando, Guilherme;
4 - GPS: Aline, Rodrigo, Igor, Renan;
5 - Rádio: Marcio, Anderson, Felipe, Deborah;
6 - CRIAH: Ana Carolina, Carla, Ivis, Hélio;
7 - Guitarra Elétrica: Jackson, Renato, Rodolfo, Arthur;
8 - GIA: Brunno, Glauco, Mateus, Pedro Henrique, Rafael;
9 - Luminária: Yasmine, Letícia, Raíssa e Pedro Rabelo.

Aviso a todos para me enviarem os endereços dos blogs para que eu os coloque neste sítio.

Paulo C S Ventura


quarta-feira, 16 de maio de 2007

AOS ALUNOS DO LACTEA-MET

Hoje, quarta-feira, os grupos restantes (identidade, complexidade e obra) devem apresentar seus planos de projetos, nos formulários de descrição de projetos. Lembrem-se que é preciso também publicá-los nos respectivos blogs. Nesse blogfúndio, alunos dos cursos de graduação em engenharia do CEFET-MG também estão publicando seus blogs e se espelham em vocês. Sugiro também que palpitem nos trabalhos deles.
Paulo C S Ventura

terça-feira, 15 de maio de 2007

Então?
Vamos experimentar a agilidade e dinamismo dos Blogs. Trata-se de uma mediação nova para mim, que tentarei utilizar a favor de uma melhor orientação aos grupos que acompanharei neste semestre. Reforço junto aos alunos a importância de um registro detalhado do desenvolvimento do projeto. Alguns blogs apresentados na semana passada em reunião do grupo de pesquisa Lactea evidenciaram uma tendência a um registro esquemático. Quando se lê esses registros sem ter acompanhado de perto o trabalho, muitas perguntas ficam sem resposta e a história do projeto não é conhecida. Dedique tempo ao registro. Vale a pena! Ele permite uma reflexão sistemática sobre o trabalho, contribuindo para escolhas mais fundamentadas e com menor chance de erro. Conduz também a elaborações originais em termos de idéias e práticas.
Adelson Moreira.

NOVOS ALUNOS DE ENGENHARIA NO LACTEA



Os alunos calouros dos cursos de Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica também estarão usando este espaço para desenvolver seus projetos. Aqui neste latifúndio, na sessão "Arquivos do Blog" podem ser encontrados todas as instruções necessárias ao desenvolvimento de projetos no LACTEA: Orientação para desenvolvimento de projetos; formulário de descrição do projeto; ficha de acompanhamento semanal; modelo de relatório final, orientações para apresentação do seminário, etc. Pode-se ver também projetos que estão em desenvolvimento ou que foram desenvolvidos por outros grupos e, quem sabe, ter uma boa idéia de trabalho.
Lembretes importantes para os novos alunos:
1 - Crie seu grupo
2 - Crie o blog do grupo
3 - Coloque no blog todas as informações importantes para o seu grupo. Não se esqueça de colocar os nomes dos membros do grupo, com os endereços eletrônicos caso precisemos de comunicação individualizada sobre o andamento da disciplina como um todo.
4 - Envie para seu professor o endereço do blog para que ele coloque o link nesse blog do LACTEA.
5. Comece a escrever o plano do projeto (formulário de descrição de projeto).

Bom trabalho a todos.

Paulo C S Ventura

quarta-feira, 18 de abril de 2007

CAROS ALUNOS DO LACTEA-MESTRADO



Aos alunos da disciplina Laboratório Aberto como ambiente orientado a projetos,

Espero encontra-los hoje á tarde com os projetos dos vários grupos de trabalho finalizados ou, no mínimo com poucos pontos para discussão. Já é hora de partir para o trabalho de fato. Após os formulários de projeto preenchidos, ou seja, planejamentos feitos, vamos partir para a execução. Mesmo assim nos reuniremos nas quarta-feiras para colocarmos em dia as questões, problemas, dificuldades, e soluções encontradas.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Atenção. Nossos blogfólios devem permitir comentários.


Atenção!

O blogs de interdisciplinaridade, complexidade e identidade não estão permitindo a postagem de comentários. Vocês têm a opção de moderar os comentários, ou seja, cada novo comentário postado pode ser autorizado ou não pelo(s) proprietário(s) do mesmo. Isto facilita a comunicação entre os blogs, fator preponderante ao nosso trabalho.

sexta-feira, 23 de março de 2007

FINALMENTE, CHEGOU O DIA DAS APRESENTAÇÕES DOS PROJETOS DOS ALUNOS DAS ENGENHARIAS



Hoje, 23 de março de 2007, os alunos do primeiro semestre dos cursos de Engenharia Elétrica e Mecânica do CEFET-MG, estão apresentando os produtos dos projetos desenvolvidos nesse último semestre (2º semestre de 2006 que só agora chega a termo). A todos aqueles que chegaram ao final dos projetos e estão apresentando hoje os resultados de um semestre de trabalho, muito obrigado pelo empenho e por compartilhar conosco todos estes momentos de aprendizagem. Peço somente que não tirem os blogs do ar, continuem escrevendo e consultando os mesmos porque, para nós do LACTEA, os trabalhos não terminaram. Ainda vamos analisar todos os blogs, todas as conversas e, eventualmente entraremos em contato com vocês para nos ajudarem a compreender algumas coisas. Isto não tem mais nada a ver com a avaliação, as notas estarão dadas, mas existem pessoas interessadas em saber como funciona o laboratório, como os trabalhos são desenvolvidos e vocês serão possivelmente convidados a conversar sobre isso, a darem entrevistas, etc. Portando, bom final de semestre e mantenham-se em contato através dos blogs.

terça-feira, 13 de março de 2007

PROJETO DE ENSINO DA DISCIPLINA NO MESTRADO EM EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

PROJETO DE ENSINO PARA A DISCIPLINA: “O LABORATÓRIO ABERTO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ARTE - UM AMBIENTE DE APRENDIZAGEM ORIENTADO A PROJETOS” DO MESTRADO EM EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

EQUIPE:
Professor – Paulo Cezar Santos Ventura
Colaborador – Prof. Dácio Guimarães de Moura
Alunos – Mestrado em Educação Tecnológica (ano 2007) e alunos de disciplina isolada
Situação Geradora

O LACTEA – Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia, Educação e Arte – utiliza a Pedagogia de Projetos como prática comum da disciplina Laboratório de Física I, nos cursos de Engenharia do CEFET-MG. Todos os semestres são cerca de vinte projetos desenvolvidos pelos alunos e apresentados em seminário no final do curso. Desde 1995 temos discutido, organizado e avançado em questões referentes ao uso e alcance da Metodologia de Projetos, principalmente em projetos de trabalho dos alunos. Esta discussão chegou ao mestrado em Educação Tecnológica, onde projetos de pesquisa sobre o tema têm sido desenvolvidos, o que nos levou a propor a disciplina em questão. Alunos de formação variada fazem um retrospecto sobre a metodologia de projetos, nos moldes trabalhados no LACTEA, estudam aspectos teóricos e práticos da metodologia e buscam avançar a compreensão sobre seu uso na educação, em ambientes de aprendizagem diversos. Nesta disciplina, tencionamos responder algumas de nossas questões, tais quais: como disseminar uma cultura do aprender desenvolvendo uma cultura de projetos? Como as relações de trabalho se efetuam em cada equipe de projeto?

Objetivo Geral

O objetivo Geral da disciplina, e deste projeto de ensino, é discutir uma proposta de laboratório aberto (tomando como exemplo o LACTEA – Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia, Educação e Arte do CEFETMG) definido como um ambiente de aprendizagem onde se trabalham metodologias e pedagogias de projetos aplicados ao ensino de Ciência e Tecnologia. Um aprofundamento dos fundamentos teóricos e experimentais se faz necessário para o entendimento do alcance, limites e possibilidades da Metodologia e da Pedagogia de Projetos.

Objetivo Específico

Através do desenvolvimento de PROJETOS DE TRABALHO (em grupos que se organizariam aleatoriamente), os alunos da disciplina abordam a ementa e as unidades de ensino observados no Plano de Curso, juntamente com estudos sobre os principais fundamentos teóricos da Metodologia/Pedagogia de Projetos. A metodologia seria a mesma utilizada no LACTEA para os cursos de graduação do CEFET-MG, e observadas as mesmas regras básicas, acrescidas de um estudo da bibliografia pertinente.

Justificativa

A Metodologia de Projetos tem sua origem no século XVI, na Itália, e difundiu-se pela Europa e Estados Unidos nos séculos seguintes, chegando ao Brasil no bojo das idéias escolanovistas. Desde então sua utilização tem sido aleatória no país, às vezes contestada, às vezes utilizada até com certa dose de paixão pelos professores. Mas muito do que observamos é um uso superficial para projetos um tanto festivos, sem levar em consideração aspectos como o conteúdo, a interdisciplinaridade, o conhecimento prévio dos alunos, a formação de equipes de trabalho, etc. o que torna frágil a argumentação em sua defesa. Apesar disso, vimos uma certa popularização da metodologia de projetos em várias escolas públicas e privadas, sem um aprofundamento das discussões de cunho teórico e pedagógico, tanto quanto dos aspectos mais formais do método. Propomos, então, uma disciplina que venha ocupar um pouco das lacunas levantadas.

Metodologia e Resultados Esperados

Além da apresentação oral e discussão entre os grupos de projeto dos temas da ementa do curso, utilizaremos a Metodologia/Pedagogia de Projetos de Trabalho para execução deste projeto de ensino. Entre os alunos da disciplina “O Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia e Arte: um ambiente de aprendizagem orientado a projetos”, esperamos a realização de vários projetos de trabalho, em grupos de três ou quatro alunos, onde cada grupo deverá: escolher um tema de trabalho que vise o desenvolvimento de um artefato ou objeto técnico; fazer um estudo bibliográfico sobre os principais fundamentos teóricos da pedagogia de projetos; relacionar os fundamentos teóricos pesquisados com os objetivos e ações de seus projetos; divulgar o portifólio em um blogue disponibilizado na internet; apresentar os resultados do projeto de trabalho em um relatório técnico e fazer uma apresentação dos mesmos em forma de seminários, etc. Os fundamentos teóricos são aqueles recorrentes em diversas publicações e estudos sobre a pedagogia de projetos: representação social, identidade, complexidade, rede, interdisciplinaridade, negociação e obra.
As planilhas de gestão e avaliação dos projetos fazem parte (em anexo) desse projeto de ensino. Além disso, este projeto de ensino pretende observar como as relações e mediações nas equipes de projeto se organizam para a realização das ações propostas em cada projeto.

Ações e Metas

1 Apresentação do Projeto de Ensino e do Plano de Curso;
2 Divisão dos grupos de trabalho (cinco grupos de três alunos e dois grupos de quatro alunos, perfazendo um total de vinte e três alunos, sendo dezessete mestrandos regulares e seis alunos de disciplina isolada);
3 Apresentação do professor de diversos aspectos teóricos e práticos sobre o tema, com a indicação dos temas da fundamentação teórica;
4 Elaboração dos planos dos projetos de trabalho dos alunos;
5 Apresentação e discussão dos planos de projetos de trabalho dos alunos;
6 Desenvolvimento dos projetos;
7 Discussão dos Blogfólios;
8 Apresentação dos resultados dos projetos de trabalho (produto, relatório, seminário temático e de apresentação do produto final);
9 Encerramento do projeto de ensino com um relatório do professor.

Avaliação

Serão avaliados: a apresentação dos planos de projetos de trabalho; os blogfólios; o relatório técnico; o seminário de apresntação dos resultados dos projetos de trabalho, envolvendo a discussão sobre a fundamentação teórica; o produto final ou obra apresentada (artefato ou objeto técnico). A avaliação dos projetos de trabalho seguirá a planilha anexa. Além disso, uma avaliação final do curso e deste projeto de ensino, ocorrerá na última semana de curso ou mesmo após.

Plano de Curso da disciplina: LACTEA: um ambiente de aprendizagem orientado a projetos

PLANO DE CURSO
MESTRADO EM EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

1. Dados Gerais
Disciplina: O Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia e Arte: um ambiente de aprendizagem orientado a projetos

Professor: Dr. Paulo Cezar Santos Ventura

Carga horária: 45 horas
Horário: terça-feira 14h às 17 horas
Semestre Letivo: 1º semestre de 2007
Créditos: 03 (três) créditos

2. Objetivo Geral:
O objetivo Geral da disciplina é discutir uma proposta de laboratório aberto (tomando como exemplo o LACTEA – Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia, Educação e Arte do CEFETMG) definido como um ambiente de aprendizagem onde se trabalham metodologias e pedagogias de projetos aplicados ao ensino de Ciência e Tecnologia. Um aprofundamento dos fundamentos teóricos e experimentais se faz necessário para o entendimento do alcance, limites e possibilidades da Metodologia e da Pedagogia de Projetos.

3. Ementa:
História da metodologia de projetos como prática educativa, a metodologia de projetos no Brasil, a cultura do aprender e a metodologia de projetos, a pedagogia de projetos como perspectivas para a formação profissional, fundamentos teóricos da pedagogia de projetos, contribuições da Sociologia das Inovações Tecnológicas para a Pedagogia de Projetos, gestão e avaliação dentro da Pedagogia de Projetos.

4. Unidades de estudo:
1. História da Pedagogia de Projetos
2. A Cultura do aprender e a Metodologia de projetos
3. Fundamentos teóricos da pedagogia de projetos
4. Sociologia das Inovações Tecnológicas para a Pedagogia de Projetos
5. A gestão e Avaliação dentro da Pedagogia de Projetos
6. O Laboratório de Projetos como mecanismo de Gestão
7. Como conduzir projetos: o papel dos professores
8. A avaliação dentro da Pedagogia de Projetos
9. Oficina de Projetos

5. Bibliografia Básica:

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica, (1999). “Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio”. MEC/SEMTEC, Brasília.
BRUER, J.T., . “Scholls for though: a science of the learning in the classroom”, Bradford : MIT Press,1993.
CURRIEN, N., Économie des réseaux, Paris: La Découverte, 2000.
DELACÔTE, G., Savoir apprendre: les nouvelles méthodes, Paris: Editions Odile Jacob, 1996.
DUBAR, C., La socialisation-construction des identités sociales et profissionnelle, Paris: A. Collin, 1991.
HUBER, M., Apprendre en projets: la pédagogie du projet-élèves, Lyon: Chronique Sociale, 1999.
LATOUR, B., Petites leçons de sociologie de sciences, Paris: La Découverte, 1993.
VENTURA, P. C. S., La négociation entre les concepteurs, les objets et le public dans les musées techniques et les salons professionnels, Tese de doutorado apresentada na Universidade de Bourgogne, Dijon, 2001.
WANDERLEY, E. C., “Feiras de Ciências enquanto espaço pedagógico para aprendizagens múltiplas”, CEFET-MG (Dissertação de Mestrado em Tecnologia), Belo Horizonte.1998.
VENTURA, Paulo C. S., Por uma pedagogia de projetos, in: Dutra, M.C. (org.), Ensino médio: os desafios da reforma. Belo Horizonte: SEE/MG, 2002
HERNANDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat., A Organização do currÍculo por projetos de trabalho. Porto Alegre: Artes médicas, 1998.
RAMAL, Andrea Cecilia, A Educação na Cibercultura. Porto Alegre: Artes médicas, 2002.
BOUTINET, Jean-Pierre, Antropologia do Projeto. Porto Alegre: Artes médicas, 2002.
OLIVEIRA, L. M.; VENTURA, P. C. S. . A prática da aprendizagem por projetos em três óticas distintas. Educação & Tecnologia, v. 10, p. 22-28, 2005.
VENTURA, P. C. S.; MOURA, D. G.; OLIVEIRA, C. L. e OLIVEIRA, L. M.. A Metodologia de Projetos como ferramenta de pesquisa em um Laboratório de Física, visto como Ambiente Não Formal de Aprendizagem. In: XXXIV Congresso Brasileiro de Ensino de engenharia, 2006, Passo Fundo - RS. Anais do XXXIV Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia. Passo Fundo - RS : Editora Universidade de Passo Fundo, 2006. v. XXXIV. p. 1655-1666.
MOURA, D. G., BARBOSA, E. F.. Trabalhando com Projetos. Editora Vozes, Petrópolis, 2006.
HIGINO, A. F. F., A pedagogia de projetos na educação em ciência & tecnologia à luz da ciência da complexidade e do conceito de negociação; estudo de caso no ensino de física dos cursos de engenharia industrial do CEFET-MG. Dissertação de mestrado em Tecnologia, área de concentração em Educação Tecnológica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. – Belo Horizonte, 2002.


6. Metodologia de trabalho:
Discussão em grupos, desenvolvimento de projetos, apresentação de trabalhos individualmente e em grupos, apresentação e discussão de portifólios.

7. Avaliação:
A avaliação será através de seminários, provas, produção de artigos, e projetos individuais e coletivos.

Para os alunos do mestrado em Educação Tecnológica

Caros alunos da disciplina "Laboratório Aberto de Ciência, Tecnologia e Arte: um ambiente de aprendizagem orientado a projetos". Esse blog será, a partir desta semana, um espaço de dialógo entre e com vocês. Cada grupo de trabalho deverá criar seu próprio blog (blogfólio) que poderá ser visitado por todos que se interessam com nosso trabalho. Enviem-me os endereços dos mesmos para que eu possa colocar o elo (link) neste espaço à direita, facilitando a entrada nos mesmos. Aqui vocês encontram algumas informações interessantes como: um modelo de formulário de projeto, os dez passos para desenvolvimento de projetos, um modelo de relatório técnico, e os tipos de projetos comumente desenvolvidos neste ambiente de aprendizagem.
Boa sorte a todos.

Para os alunos de engenharia Elétrica e Mecânica


Caros alunos. O semestre letivo está chegando ao final. Marcamos para o dia 23 de agosto, pela manhã, as apresentações dos resultados dos trabalhos (apresentação, produto e relatório). Se tiverem problema com relação a esta data, comuniquem ao professor ou monitor. Alguns grupos estão com os blogs completamente desatualizados. É importante para a avaliação que atualizem os blogs.
Paulo

quarta-feira, 7 de março de 2007

Para os alunos do grupo TELESCÓPIO




Não consegui abrir o blog de vocês. Algum problema? Mas vejam a foto que tirei de um telescópio parecido com o de vocês, mas menor e mais feio. Vejam a solução para o tripé.